Institucional

Considerada um dos mais belos recantos da paisagem vicentina, a Ilha Porchat já era conhecida pelos navegantes e aventureiros que percorriam o litoral brasileiro, antes mesmo da chegada de Martim Afonso. O local era uma autêntica ilha florestal, cuja densa mata escondia as sentinelas avançadas de olho na amplidão do oceano, tentando vislumbrar barcos piratas.

dest_Artigo_360Devido à sua posição estratégica, na entrada da Baía, a ilha constituía-se num marco geográfico que identificava a entrada da vila fundada por Martim Afonso.

Assim é que, no início da colonização, denominava-se Ilha do Mudde, deturpada com o correr do tempo para Ilha do Mudo.  Na opinião do historiador Francisco Martins dos Santos, o vocábulo árabe mudd significa “modelo, exemplo, padrão, referência”.
Há versões de que o local foi adquirido por um português sem o dom da palavra, motivo pelo qual passou a chamar-se Ilha do Mudo.

Em meados de 1800, foi negociada para a conceituada família Porchat, que lhe passou o sobrenome.

No final de 1870, o local começou a abrigar os primeiros pescadores, caiçaras e até escravos e com o passar dos anos a ocupação imobiliária desordenada alterou profundamente esse cartão postal da Baixada Santista.

Edifícios, boates e restaurantes foram construídos em meio a casarões famosos que já abrigaram presidentes, príncipes e governadores. É o caso da famosa Mansão da Ilha, terceira casa construída no local em 1964, pelo construtor Clineu César da Rocha. O proprietário da mansão, Paulo Costa conhece bem a história do lugar. “O presidente Costa e Silva dormiu aqui”, lembra, orgulhoso.

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A primeira propriedade construída foi o Cassino da Ilha Porchat onde em 1967, fizeram o Ilha Porchat Clube. Já o prédio mais antigo é o Sete Mares, construído pela aristocracia paulistana; pessoas que carregavam os sobrenomes Matarazzo, Aurichio e Moroni possuíam apartamentos ali. Quem tem a possibilidade de conhecer um de seus apartametnos, também fica encantado com a vista que ele proporciona. E uma curiosidade: a entrada é pelo sétimo andar. No topo da Ilha está localizado o Mirante em comemoração aos 500 anos do Brasil projetado por Niemeyer, que oferece aos visitantes e moradores uma visão panorâmica de todas estas maravilhas da Baixada Santista.